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CAPITAL

Servidores administrativos da Educação encerram greve em Goiânia

Categoria aceita proposta da Prefeitura que prevê reestruturação da carreira e ganho médio acumulado de 19,18%

Felipe Cardoso
Goiânia | 15/09/2026

A partir desta quarta-feira (16/9), todas as unidades educacionais devem contar novamente com 100% do quadro de servidores | Foto: Secom Goiânia

Chegou ao fim nesta terça-feira (15/9) a greve dos servidores administrativos da Rede Municipal de Educação de Goiânia, após aprovação da categoria em assembleia extraordinária realizada no auditório da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego).

A partir desta quarta-feira (16/9), todas as unidades educacionais da Rede Municipal devem contar novamente com 100% dos servidores administrativos, garantindo a retomada integral do atendimento às crianças, estudantes e famílias.

Durante as negociações, a Prefeitura de Goiânia apresentou proposta de reestruturação da carreira dos servidores administrativos da Educação, com medidas previstas para avançar progressivamente até 2030. A proposta considera a capacidade financeira do município e os limites estabelecidos pela responsabilidade fiscal.

Um dos principais pontos é a reestruturação progressiva da tabela de vencimentos entre 2026 e 2030. Em 2026, o novo modelo prevê espaçamento de 7,42% entre os níveis e de 1,2% entre as referências da carreira, representando ganho médio acumulado de 7,99%. A evolução prevista é de 10,70% de ganho médio acumulado em 2027; 13,45% em 2028; 16,29% em 2029; e 19,18% em 2030.

Esses percentuais, convém frisar, não incluem os reajustes anuais da data-base nem as progressões funcionais. A proposta da Prefeitura inclui ainda o pagamento de bonificação extraordinária referente ao auxílio-locomoção do mês de julho, a preservação integral da bonificação de final de ano e condições relacionadas aos dias de paralisação.

Durante as negociações com a prefeitura, o prefeito Sandro Mabel havia destacado que o município não poderia assumir compromissos que colocassem em risco o equilíbrio das contas públicas e a responsabilidade fiscal.

Na assembleia desta terça, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego) apresentou aos servidores os termos da proposta em discussão. Após a análise, a categoria deliberou pelo encerramento da greve.

Durante o período de paralisação, a Secretaria Municipal de Educação (SME) adotou medidas administrativas e judiciais para reduzir os impactos do movimento e preservar o atendimento nas unidades educacionais. (Com informações da Secom Goiânia)



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