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SAÚDE

Rinoplastia avança no Brasil e amplia papel na saúde respiratória

Líder global em número de cirurgias, país acompanha mudança no perfil dos pacientes

Da redação
Goiânia | 25/05/2026

Dificuldades respiratórias silenciosas levam pacientes a buscar na rinoplastia uma solução que vai além da estética | Foto: Freepik

Respirar parece automático, mas para milhões de brasileiros é um esforço diário. A Abai (Associação Brasileira de Alergia e Imunologia) estima que cerca de 30% da população convive com rinite, condição que afeta o sono, a concentração e o rendimento nas atividades mais simples. Em muitos desses casos, o problema não está apenas nas crises alérgicas, mas em alterações estruturais do nariz que dificultam a passagem de ar.
É nesse ponto que a rinoplastia deixa de ser vista apenas como um recurso estético e passa a ocupar um papel mais amplo na medicina. O procedimento, historicamente associado à mudança de aparência, também se consolida como alternativa para melhorar a respiração e, consequentemente, a qualidade de vida. Esse movimento ajuda a explicar por que o Brasil lidera o ranking global da cirurgia, com 102.653 intervenções realizadas entre 2020 e 2024, o equivalente a 9,5% do total mundial. 

Quando a estética encontra a função

A discussão ganhou visibilidade recente com o relato da influenciadora Rafaella Justus, de 16 anos. Ela contou nas redes sociais que precisou passar por uma segunda rinoplastia para corrigir uma alteração na parte frontal do nariz que comprometia a respiração. O procedimento incluiu uma etapa funcional, além do ajuste estético desejado. A repercussão trouxe à tona uma realidade pouco discutida fora dos consultórios.

“O nariz tem um papel central na respiração e qualquer alteração estrutural pode impactar diretamente o bem-estar. A rinoplastia moderna permite corrigir essas questões ao mesmo tempo em que preserva a harmonia facial”, explica o otorrinolaringologista Gustavo Jorge.

A relação entre função e estética não é nova, mas ganha força em um contexto de maior conscientização sobre saúde. Pacientes que convivem com obstrução nasal frequente relatam melhora significativa após a cirurgia, não apenas na respiração, mas também na qualidade do sono, na disposição ao longo do dia e até na prática de atividades físicas.

Impactos no dia a dia e atenção ao diagnóstico

O período de clima seco, comum em boa parte do país durante o inverno, intensifica esse cenário. A baixa umidade do ar agrava quadros de rinite e outras doenças respiratórias, tornando mais evidentes dificuldades que, muitas vezes, já existiam de forma silenciosa. 

“Há pacientes que passam anos tratando sintomas sem perceber que existe uma causa estrutural. Quando isso é identificado e corrigido, o impacto é direto na qualidade de vida. Não se trata apenas de estética, mas de saúde funcional”, afirma o especialista. Ele acrescenta que esse olhar mais integrado também muda o perfil de quem procura o procedimento. “Hoje, é comum encontrar pacientes interessados em resultados naturais, que respeitem as características individuais, ao mesmo tempo em que resolvem queixas respiratórias”, diz.

A idade, nesse contexto, é avaliada com cautela. Especialistas afirmam que não há um limite máximo para a realização da cirurgia, mas é fundamental considerar condições clínicas associadas, especialmente em pacientes mais velhos. Já entre os mais jovens, a indicação leva em conta o estágio de crescimento facial e ósseo, garantindo segurança e estabilidade no resultado.



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