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RETRAÇÃO

Relatório aponta queda da fome no mundo pelo terceiro ano seguido

Levantamento mostra redução no número de pessoas em situação de fome e de insegurança alimentar

Felipe Cardoso
Goiânia | 22/07/2026

| Foto: Reprodução/Governo Federal

A fome no mundo voltou a recuar em 2025, marcando o terceiro ano consecutivo de redução, de acordo com o relatório O Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo 2026 (SOFI). O levantamento estima que 645 milhões de pessoas enfrentaram a fome no ano passado, o que representa uma diminuição de quase 14 milhões em relação a 2024 e de 43 milhões na comparação com 2022.

O estudo foi elaborado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em parceria com o Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA), a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Programa Mundial de Alimentos (PMA) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

Segundo o documento, a parcela da população mundial afetada pela fome caiu para 7,8% em 2025. O índice era de 8,6% em 2023 e passou para 8,1% em 2024, mantendo a tendência de redução observada nos últimos anos.

Os resultados foram apresentados na última terça-feira (21/7), durante a 30ª Sessão do Comitê de Agricultura da FAO, realizada em Roma, na Itália.

Além da diminuição da fome, o relatório também registra melhora nos indicadores de insegurança alimentar moderada ou grave, condição caracterizada pela dificuldade de acesso a alimentos em quantidade suficiente ou com qualidade nutricional adequada para uma vida saudável.

De acordo com as estimativas da FAO, cerca de 2,1 bilhões de pessoas, o equivalente a 25,8% da população mundial, viviam nessa situação em 2025. O percentual representa queda em comparação com os 27,1% registrados em 2024 e os 28,7% de 2020.

Em números absolutos, isso significa que aproximadamente 86 milhões de pessoas deixaram a condição de insegurança alimentar moderada ou grave em relação ao ano anterior, enquanto a redução chega a 135 milhões quando comparada aos níveis de 2020. Apesar da melhora, o relatório ressalta que os indicadores globais ainda permanecem acima dos patamares observados antes da pandemia de covid-19. 



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