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MAJORITÁRIA

PT tenta reverter queda nas votações das últimas eleições ao governo de Goiás

Partido reduziu porcentagem e número de eleitores nos últimos pleitos

Francisco Costa
Goiânia | 19/02/2026

Definição deve acontecer até abril | Foto: PT Goiás

O PT Goiás trabalha com quatro pré-candidatos ao governo e deve fechar o nome até abril. O tempo urge para o partido, uma vez que a indefinição favorece apenas os adversários, que já têm pré-candidaturas definidas. 

Pela direita, o vice-governador Daniel Vilela (MDB), o ex-governador Marconi Perillo (PSDB) e o senador Wilder Morais (PL) já estão colocados no tabuleiro. Pelo PT, ainda buscam consenso os pré-candidatos Edward Madureira, vereador por Goiânia; o advogado Valério Luiz Filho; o ex-deputado Luis Cesar Bueno; e o jornalista Cláudio Curado. 

Edward, que mais empolga a militância, espera uma definição até o próximo mês, mas teria preferência por disputar a Câmara dos Deputados. Quanto mais demora, maior o risco de o Partido dos Trabalhadores não interromper a queda em eleitores que ocorre nas últimas eleições.

Em 2014, o deputado estadual e ex-prefeito de Anápolis, Antônio Gomide, foi o nome do partido na disputa. Apesar de um momento de desgaste nacional do PT, ele conseguiu ultrapassar a barreira dos dois dígitos e chegar a 10,08% dos votos válidos, com 319.233 eleitores. 

A vereadora por Goiânia e ex-presidente da legenda, Kátia Maria, foi a candidata em 2018, talvez o ápice do antipetismo nacional, que culminou na eleição de Jair Bolsonaro (PL) à presidência. Ele reduziu a votação para 271.122 eleitores, chegando a 9,12% dos votos. 

Contudo, em 2022, houve uma queda ainda maior. Com o ex-reitor da PUC Goiás, Wolmir Amado, o PT teve 5,98% dos votos, terminando sua participação com 197.753 eleitores. 

Pré-candidato ao governo, Cláudio Curado afirma que o processo está lento. Segundo ele, o quadro deve se definir em abril, com as desincompatibilizações e a questão regional decidida via diretório nacional. 

"A prioridade do PT, hoje, são estados maiores, como São Paulo e Minas Gerais", pontuou. Ele acredita que, dentro do quadro atual, Edward Madureira será candidato à Câmara, uma vez que "o deputado federal Rubens Otoni tem maioria no diretório e precisa dele na chapa". 



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