IBDFAM
Goiás registra 388 processos sobre alienação parental em 2025
Evento reuniu psicólogos e advogados em Goiânia pra tratar do tema
Prática é caracterizada pela interferência na formação psicológica de crianças para prejudicar o vínculo afetivo | Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Levantamento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) revela que Goiás registrou 388 novos processos envolvendo alienação parental em 2025. Os números mostram uma média de mais de um ajuizamento por dia e um crescimento de 29,8% em relação ao ano anterior. Desde 2020, o aumento acumulado no estado chega a 125,6%.
É nesse contexto, e para aproveitar o Dia Internacional de Conscientização e Combate à Alienação Parental, celebrado em 25 de abril, que psicólogos e advogados se reuniram na sexta-feira (24), na Casa Baru, em Goiânia, para uma roda de conversa sobre o tema. O encontro integrou mais uma edição do Café com Direitos das Famílias, iniciativa promovida pelo Instituto Brasileiro de Direito da Família — Seção Goiás (IBDFAM Goiás).
À frente da organização está a psicóloga Eliane Pelles, presidente da Comissão de Perícia Psicológica e Alienação Parental do IBDFAM Goiás, que reúne para o debate profissionais da saúde mental, especialistas jurídicos e público interessado nos impactos psicológicos da alienação parental e nos caminhos para seu enfrentamento.
A prática é caracterizada pela interferência na formação psicológica de crianças e adolescentes com o objetivo de prejudicar o vínculo afetivo com um dos genitores. Suas consequências emocionais e comportamentais sobre os filhos — identificadas e tratadas sobretudo por profissionais da psicologia — estão no centro da discussão proposta pelo evento.
Entre os participantes da roda de conversa estiveram o advogado especialista em Direito de Família Fernando Felix. Segundo ele, "a alienação parental é uma forma de violência psicológica e, como tal, exige respostas que vão além do Direito. O 25 de abril é uma data para debater soluções, e essas soluções passam necessariamente pelo diálogo entre o conhecimento jurídico e o psicológico."