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SESSÃO

Drone não identificado é abatido próximo ao STF em meio a julgamento sobre Moraes

Desde a manhã, a Esplanada dos Ministérios está sob forte esquema de segurança

Francisco Costa
Goiânia | 15/09/2026

Julgamento é inédito por colocar o Plenário para avaliar se existem indícios suficientes para investigar um de seus próprios integrantes | Foto: Gustavo Moreno/STF

A polícia judicial abateu um drone não identificado nos arredores do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (15). O equipamento sobrevoava o local durante o julgamento sobre eventual abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes por mensagens trocadas com o ex-banqueiro do Master, Daniel Vorcaro.

Esta informação foi apurada pelo colunista do Metrópoles Matheus Leitão. Não foram dados detalhes sobre a origem do drone.

Desde a manhã, a Esplanada dos Ministérios está sob forte esquema de segurança. O motivo é justamente a sessão extraordinária no Supremo. A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), inclusive, bloqueou o acesso à Praça dos Três Poderes e às áreas adjacentes.

O julgamento da Petição 16.662 é inédito por colocar o Plenário para avaliar se existem indícios suficientes para investigar um de seus próprios integrantes. A história começou quando a Polícia Federal encontrou, no celular de Vorcaro, cerca de 50 mensagens enviadas a um número atribuído a Moraes, além de documentos sobre a relação do Banco Master com o escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci de Moraes. O material menciona ainda figuras como o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Não existe denúncia ou inquérito formal contra Moraes. Antes de qualquer passo rumo a uma investigação, os ministros precisam decidir se as provas têm validade legal. A Procuradoria-Geral da República (PGR) contesta a produção do relatório e sustenta que André Mendonça, então relator do caso Master, não podia ter determinado individualmente diligências que envolvessem outro ministro da Corte. Moraes, por sua vez, nega qualquer atuação para favorecer Vorcaro.

O episódio atiçou a crise interna entre Moraes e Mendonça, levando Fachin a assumir a relatoria do processo. O presidente do STF também precisou intervir para suspender decisões conflitantes entre Mendonça e Flávio Dino envolvendo o chefe da PF.



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