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ÓBITO

Chefe de segurança de Vorcaro, 'Sicário' morre após atentar contra a vida na Superintendência da PF

Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão chegou a ser socorrido por policiais federais e levado para o hospital

Francisco Costa
Goiânia | 05/03/2026

Durante a tarde, Luiz chegou a ser socorrido por policiais federais | Foto: Reprodução

Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, um dos presos na Operação Compliance Zero e conhecido como "Sicário", "espião" e chefe de segurança de Daniel Vorcaro, morreu na noite de quarta-feira (4). Ele teve morte encefálica horas após atentar contra a própria vida enquanto estava sob custódia na Superintendência Regional da Polícia Federal em Belo Horizonte (MG).

Durante a tarde, Luiz chegou a ser socorrido por policiais federais. Eles realizaram procedimentos de reanimação e o levaram para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ao Hospital João XXIII, no centro de Belo Horizonte.

A PF comunicou o ocorrido ao ministro André Mendonça, relator no Supremo Tribunal Federal (STF). Além disso, a Polícia Federal também disse que entregará os vídeos do momento do ocorrido.

Um procedimento será aberto para esclarecer as circunstâncias.

Prisão de Vorcaro

A Polícia Federal (PF) prendeu novamente o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, na quarta-feira, em São Paulo, durante a 3ª fase da operação Compliance Zero. A investigação aponta possível prática dos crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, praticados por organização criminosa.

Foram cumpridos, ao todo, quatro mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão em São Paulo e Minas Gerais. Eles foram expedidos pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça.

Conforme a decisão do ministro, também houve a determinação pelo afastamento de cargos públicos e de sequestro e de bloqueio de bens no montante de até R$ 22 bilhões. O intuito é “interromper a movimentação de ativos vinculados ao grupo investigado e de preservar valores potencialmente relacionados às práticas ilícitas apuradas”.

Também foi alvo de prisão o cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão e Marilson Roseno da Silva. As investigações têm o apoio do Banco Central do Brasil.

O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central no ano passado. A instituição financeira, bem como Vorcaro, é investigada por operações fraudulentas que inflavam artificialmente seu balanço. Relatórios do BC indicam desvios (fraudando carteiras de crédito) de aproximadamente R$ 11,5 bilhões.

Um dos alvos de ameaça de Vorcaro jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo. Por meio de um assalto forjado, ele planejava “dar um pau” e “quebrar os dentes” do profissional. As intimidações aconteciam contra adversários, segundo a PF.

Os papéis dos membros do grupo presos na quarta-feira:

Daniel Vorcaro: líder de uma organização criminosa que atuava de forma estruturada e cooptava servidores de alto escalão para tentar influenciar a opinião pública para enfraquecer o Estado.

Fabiano Zettel: operador financeiro do grupo.

Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão: responsável por coordenar as atividades do grupo.

Marilson Roseno da Silva: policial federal aposentado, que seria um integrante relevante da estrutura paralela de monitoramento.



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