CARGO COBIÇADO
As diferentes estratégias dos cotados a vice de Daniel
Enquanto Zé Mário demonstra força com prefeitos e Luiz do Carmo foca no voto evangélico, Mendanha busca respaldo na Alego e Rocha Lima aposta no perfil técnico
Hoje, o governador tem, pelo menos, quatro cotados | Foto: Divulgação
Hoje, o governador Daniel Vilela (MDB) tem, pelo menos, quatro cotados para ocuparem a sua vice na eleição deste ano. São eles: Gustavo Mendanha (PRD), José Mário Schreiner (PSD), Luiz do Carmo (PSD) e Adriano da Rocha Lima (PSD). Cada um deles articula a seu modo para disparar na frente na corrida pelo cargo.
Ex-prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha colou no presidente da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), Bruno Peixoto (União Brasil), em busca de respaldo, além de assumir a liderança de uma legenda.
Na quinta-feira (30), Bruno e Mendanha estiveram no programa Deputados Aqui, da Alego, em São Luís de Montes Belos. Na ocasião, o deputado estadual disse que o ex-prefeito “tem todos os requisitos necessários para ocupar, neste ano, a candidatura de vice-governador”. Além disso, afirmou que "vários são os aspectos que entendemos que Gustavo Mendanha está preparado".
Zé Mário, como é conhecido o presidente licenciado da Federação da Agricultura de Goiás (Faeg), por sua vez, reuniu e garantiu o apoio de 106 prefeitos durante um almoço em uma churrascaria em Goiânia, na terça-feira (28). Participaram do evento, inclusive, o Zé Délio, prefeito de Hidrolândia e presidente da Associação Goiana dos Municípios (AGM), e Paulo Vitor, prefeito de Jaraguá e presidente da Federação Goiana dos Municípios (FGM).
Antes, inclusive, a ex-primeira-dama Gracinha Caiado (União Brasil) já tinha declarado a preferência pelo presidente licenciado da Faeg na chapa. Quanto ao evento de terça, Zé Mário afirmou: “Para mim, hoje é um dia muito feliz, onde a gente recebe esse apoio, essa voz amiga. Nós nos conhecemos aqui pelo trabalho de cada um. Eu aprendi desde cedo com a minha família que a vida da gente, na maioria das vezes, é movida por gestos. E eu jamais esquecerei esse gesto de carinho de vocês.”
Já o ex-senador Luiz Carlos do Carmo optou por aprofundar as agendas com lideranças do segmento evangélico, sobretudo da Assembleia de Deus. Ele acredita que o peso do segmento religioso vai pesar na decisão de Daniel, trazendo uma parcela importante do eleitorado de Goiás.
Além disso, o ex-congressista já declarou que daria conforto à base como nome transitório. Ou seja, caso o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) quisesse voltar em 2030, seguraria a vaga.
Por fim, Adriano da Rocha Lima defende a experiência administrativa para o cargo. Secretário de Governo, ele criticou os cotados que representam núcleos específicos em entrevista à Rádio Bandeirantes Goiânia, como do agronegócio e evangélico.
"Eu não represento segmentos. Eu acho que representar segmentos é função de parlamentar, deputados estaduais e federais. Quem está à frente do executivo tem que cuidar de toda a população de Goiás. E foi nisso que trabalhei ao longo destes mais de sete anos ao lado do governador Ronaldo Caiado, que saiu com aprovação de 88%", afirmou.