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CLIMA TENSO

Após barrar Messias ao STF, Congresso pode derrubar veto de Lula ao PL da Dosimetria

Plenário do Senado barrou indicado ao Supremo pela primeira vez em 134 anos

Francisco Costa
Goiânia | 30/04/2026

Advogado-geral da União precisava de 41 votos, mas teve 34 | Foto: Ton Molina/Agência Senado

O Senado rejeitou o nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF) na quarta-feira (29) com 42 votos contrários e 34 favoráveis. Nesta quinta-feira (30), a partir das 10h, sessão conjunta do Congresso vota a derrubada ou manutenção do veto integral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao projeto de lei (PL) da Dosimetria.

O PL prevê a redução das penas dos condenados no 8 de Janeiro e também da tentativa de golpe de Estado. A medida beneficia diretamente o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos e três meses em julgamento da trama golpista no ano passado, mas atualmente em prisão domiciliar. 

Relator do texto na Câmara, o deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP) acredita que serão 300 votos na Câmara e 50 no Senado para derrubar o veto. A oposição também fala em votação "folgada" para fazer valer o PL.

Messias

Quanto a Messias, o advogado-geral da União precisava de 41 votos para se tornar ministro do STF. Apesar de aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) com 16 votos a favor, ele não teve força no plenário. 

O presidente da Casa, Davi Alcolumbre, não atuou pela aprovação. O congressista defendia o nome do senador ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco para o cargo. 

Essa foi a primeira rejeição de um indicado pelo presidente do STF em 134 anos.   A última vez que isso ocorreu foi em 17 de novembro de 1894. Na ocasião, o general Francisco Raymundo Ewerton Quadros e o então diretor dos Correios, Demosthenes da Silveira Lobo, tiveram seus nomes rejeitados. Eles foram indicados por Floriano Peixoto.



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