CÂMARA DE GOIÂNIA
Aava confronta Mabel, anuncia queixa-crime e acusa prefeito de mentir sobre a taxa do lixo
Vereadora defendeu que descontos e isenções da cobrança sejam garantidos por lei
"Quem tornou a cobrança inconstitucional foi a própria lei aprovada, e não esta vereadora" | Foto: Lincoln Leão
A vereadora por Goiânia, Aava Santiago (PSB), confrontou o prefeito Sandro Mabel (União Brasil), nesta segunda-feira (26), durante a prestação de contas do segundo quadrimestre de 2026, na Câmara Municipal. A parlamentar repudiou as declarações feitas pelo prefeito a seu respeito, anunciou que apresentará uma queixa-crime por calúnia, ameaça e outros possíveis delitos e o acusou de mentir ao atribuir a ela a responsabilidade pela inconstitucionalidade da Taxa de Limpeza Pública (TLP). Aava também contestou a versão de que as falas ofensivas teriam ocorrido em uma situação reservada, ressaltando que, conforme amplamente noticiado pela imprensa, as declarações foram feitas diante de outras pessoas, durante o encerramento de uma coletiva de imprensa.
“Eu não poderia subir a esta tribuna sem olhar diretamente para o prefeito e repudiar, de maneira firme e categórica, as declarações feitas a meu respeito. O senhor disse que queria dar um cacete nessa vereadora malandra por causa de uma ação judicial que eu apresentei. Uma coisa é discordar de uma posição política ou jurídica; outra, completamente diferente, é partir para ataques pessoais e ameaças contra uma vereadora que está exercendo o seu mandato. Eu recorri à Justiça porque entendo que a lei precisa ser respeitada por todos, inclusive pelo chefe do Executivo. Por isso, estou apresentando uma queixa-crime, para que as declarações sejam apuradas e haja responsabilização, caso os crimes sejam comprovados”, afirmou Aava.
Conforme amplamente noticiado pela imprensa, as declarações de Mabel ocorreram diante de outras pessoas, durante o encerramento de uma coletiva de imprensa, e não em uma conversa reservada. Aava contestou a tentativa de tratar o episódio como privado e reforçou que buscará a responsabilização judicial pelas falas do prefeito.
No debate sobre a taxa do lixo, Aava acusou Mabel de mentir ao atribuir a ela a responsabilidade pela decisão que reconheceu a inconstitucionalidade da cobrança. A vereadora explicou que sua ação judicial questionou a legislação que instituiu a TLP, e não a concessão de descontos ou isenções à população. A parlamentar defendeu que os benefícios sejam estabelecidos por lei aprovada pela Câmara Municipal, com critérios transparentes e segurança jurídica, para que sua concessão não dependa exclusivamente da vontade do prefeito.
“É preciso restabelecer a verdade sobre a taxa do lixo. Quem tornou a cobrança inconstitucional foi a própria lei aprovada, e não esta vereadora. Eu apresentei uma ação porque identifiquei problemas na legislação, e o Tribunal de Justiça reconheceu a inconstitucionalidade. Não existe, na nossa ação, nenhum impedimento à concessão de subsídios para a população. O que estamos defendendo é que esses benefícios sejam instituídos por lei, com segurança jurídica, transparência e participação desta Câmara. Um benefício dessa importância não pode ficar condicionado à vontade de quem ocupa a Prefeitura. A população precisa de garantias legais, e não apenas de promessas, para ter segurança de que os descontos e as isenções serão mantidos”, declarou.
Aava encerrou sua manifestação reafirmando que a discussão sobre a TLP precisa respeitar a decisão judicial e os direitos dos contribuintes, sem transferir à autora da ação a responsabilidade pelos problemas identificados na legislação. A vereadora reiterou que buscará a responsabilização pelas declarações do prefeito e defendeu uma solução que permita conceder descontos e isenções dentro da legalidade, com regras claras e respaldo do Legislativo municipal.